Porquê este corredor?
Quem hoje visitar o Parque das Nações, em especial a um fim-de-semana,
verifica o sucesso da zona para passeios a pé e de bicicleta
- há milhares de pessoas que simplesmente caminham ou pedalam,
em grupo ou sozinhas, junto à margem do Tejo.
No outro extremo
da cidade, entre Alcântara e Algés assiste-se a algo semelhante.
- Porque têm estas pessoas de se limitar àqueles poucos quilómetros de frente rio?
- Porque não é possível caminharem, por exemplo, até ao centro histórico?
- Porque têm estas pessoas de fazer uso do seu transporte individual para levar as bicicletas até ao Parque das Nações? Porque não vêm já a pedalar de casa?
Um corredor verde é um espaço contínuo que integra diversos
elementos naturais, culturais e históricos.
Umas das funções que pode desempenhar é a função social, sendo
um caminho que seja facilmente utilizado por peões e ciclistas,
tirando partido do património existente.
Acresce ainda o grande potencial turístico deste corredor, que une diversas zonas habitualmente visitadas por turistas (Belém, Baixa Pombalina, Alfama e Parque das Nações), podendo, inclusivamente, recolher directamente os turistas dos paquetes que atracam no Porto de Lisboa.
Curiosamente, este corredor permitiria unir duas áreas sujeitas a uma reconversão urbana motivada por exposições internacionais - Exposição do Mundo Português (1940) e EXPO 98.
